Tudo muito novo para falar com clareza. Pulei do abismo sem cordas desde ontem à tarde: ainda estou caindo.
A expectativa em torno do que eu possa vir a ser pesa toneladas. É, Drummond, vir-a-ser não parece uma atividade fácil. A realidade é que talvez novos horizontes até possam mesmo ser vislumbrados, mas ainda estou falida. Ontem tudo pareceu gigante, minhas potencialidades, meu futuro, minha profissão, a carreira acadêmica... mas hoje a fatura do meu cartão venceu e me puxou pelos cabelos de volta ao presente. Um senhor puxão. Agora, neste momento, eu sou o que? Uma recém formada, com emprego, mas sem dinheiro. Pior: sem coragem de procurar outro, por que gosto desse, apesar de tudo, e por que não me vejo exercendo jornalismo de redação ou assessoria de imprensa. Talvez eu fizesse rádio ou um jornalismo de revista em que pudesse ir à campo, não sei ao certo.
