Venho aqui e vou embora, trazida por uma inspiração soluçada. Leio, trabalho, dirijo, converso e pronto: apareço, escrevo umas linhas. Apareça também, sempre, quando em vez, assim como eu. E seja bem-vindo.

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quarta-feira, dezembro 02, 2009

A sombra ou Aquele em que a palavra refundou o homem

Relembrando os tempos de contista, resolvi desenterrar este por que utilizei para resumir um texto de Estética sobre acometimentos, o Belo, o Sublime e a palavra. Caiu-lhe muito bem as reflexões de Eduardo Duarte. Ao longo do conto estão os principais conceitos do artigo, espero que curtam. Antes uma pequena ambientação:

No conto A Sombra, revela-se essencialmente a importância dos sentidos e principalmente da linguagem, da capacidade de comunicação, na construção de identidade dos indivíduos. O cenário é a prisão, o calabouço escuro e fétido, ora abafado ora frio, que, com suas condições subumanas, forja, com os passar dos anos, outros homens e mulheres, desterritorializados de si mesmos, despersonalizados.
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